UCRÂNIA

Ínicio / Ucrânia

A GUERRA NA UCRÂNIA



Após o término da União Soviética em 1991 e desta mesma ligação entre a Ucrânia e a Rússia, a Ucrânia começou a aproximar-se da Europa Ocidental demonstrando até interesse em pertencer à NATO (aliança militar entre os EUA e vários países da Europa).

Em 2013, a Ucrânia planeava estabelecer um acordo com a União Europeia, o qual acabou por não acontecer por chantagem do presidente russo. Isto acontece uma vez que a Ucrânia está geograficamente localizada de uma forma que torna o país vizinho vulnerável caso esta estivesse ligada com adversários russos, tal como países como a Letónia, a Estónia e a Polónia que já fazem parte da NATO.

Após o não-acordo em 2013, ucranianos revoltaram-se e derrubaram o presidente que fora substituido por outros lideres que apoiavam a ligação ao ocidente. Isto assustou ainda mais Moscovo e os russos que viviam na Ucrânia, o que fez com que, em 2014, a Rússia invadisse a peninsula da Crimeia, pertencente à Ucrânia, o que com outros eventos, fez com que a NATO reforçasse a sua presença e a Rússia ripostasse. Por outro lado, destaca-se também a contestação ao direito da Ucrânia à soberania independente da Rússia e o desejo de Vladimir Putin de restabelecer a zona de influência da União Soviética.

Assim, a Rússia acaba por mandar 100 mil militares para a fronteira a fim de negociar e os EUA declararem que a Ucrânia nunca se juntaria à NATO.
Nenhum dos lados cedeu, e a guerra despontou.

24 de Fevereiro - "A GUERRA COMEÇOU".

A Rússia invade a Ucrânia em três frentes no maior ataque a um estado europeu desde a Segunda Guerra Mundial.


Milhares de pessoas já foram mortas pelas tropas russas. Sejam militares, civis, crianças...
Dias após o começo da guerra terá sido bombarbeada uma maternidade, uma base perto da Polónia onde morreram 35 pessoas e 134 ficaram feridas, e também um teatro onde estarão civis abrigados.

No dia 3 e 4 de abril, a Ucrânia acusa a Rússia de balear à queima-roupa centenas de pessoas em Bucha.

Felizmente, são vários os civis que ainda conseguem escapar e sobreviver, estando no dia 20 de abril já 5 milhões salvos. Alguns ficavam em países vizinhos, outros espalham-se pelo mundo, na condição de refugiados, nomeadamente em Portugal.

ENTRE AS DIVERSAS FORMAS PELAS QUAIS PODE AJUDAR ESTAS PESSOAS ESTÃO:

Tornando-se Voluntário em iniciativas de intervenção.
Doando quantias em dinheiro, bens, ou comida.
(Existem já várias iniciativas espalhadas por todo o país e freguesias, como farmácias, juntas ou câmaras municipais, escolas, onde fazem recolha de bens como comida, produtos de higiene e cuidado, powerbanks, ração para animais de estimação. Informe-se mais acerca destas iniciativas no seu município e ajude-nos a ajudar.)

Ajudar no acolhimento, trabalho e integração de refugiados ucranianos no nosso país.



CONSEQUÊNCIAS MUNDIAIS


Refugiados

Perante uma guerra, são milhões os civis inocentes que sofrem as consequências destas catásfrofes, custando-lhes muitas vezes a família, o emprego, a casa, ou até a própria vida. Na guerra na Ucrânia não é exceção. Já são vários os milhões de civis que, de um dia para o outro, viram a sua vida mudar e tornaram-se refugiados. Neste caso, a maioria dos refugiados procuram abrigo na Polónia, o país que faz fronteira com a Ucrânia, mas não excluem outras opções como Hungria, Eslováquia, Moldávia e Romênia (que se encontram a uma menor distância), mas também Portugal. Esta é considerada a crise de refugiados que mais cresce mundialmente após a Segunda Guerra Mundial, pelo que criando uma comparação com a guerra da Síria (que começou em 2011), foram precisos dois anos para ser atingida a marca do um milhão de refugiados, enquanto que na guerra na Ucrânia esse valor foi atingido em apenas oito dias. Estes milhões de refugiados incluem crianças, muitas delas que vêm sozinhas, pelo que é extremamente importante cada um ajudar da forma que puder para que estas pessoas possam ser protegidas da melhor forma possível.



Economia

O despontar desta guerra não se revelou prejudicial apenas para os países envolvidos, na verdade, esta trouxe consequências económicas que afetaram quase todas as partes do globo. Para além da clara destruição nas cidades ucrânianas, a perda de postos de trabalho e habitações, a Rússia começou a receber sanções económicas pelo que, entre elas, várias foram as grandes empresas internacionais, como a McDonald's e Apple, que decidiram cancelar todas as operações neste país. O mercado externo da Rússia perdeu o contacto pelo que mesmo que a guerra terminasse agora levaria anos e anos até que a economia russa se recuperasse como dantes. Mas não se prevê um fim, e as consequências são cada vez mais penalizadoras. Os mercados externos, como Portugal e o resto da Europa sofreram também com este conflito. O fornecimento de petróleo revelou-se cada vez mais escasso e caro, o que fez com que os combustíveis aumentassem de preço. Tudo isto, e num efeito de bola de neve, levou a uma grande inflação que não tem fim à vista.



Fome

Os conflitos armados (sejam eles deste caso da Ucrânia ou em outros locais como em África) e a fome estão relacionados. Uma guerra é de tal prejudicial e destrutiva para o funcionamento de uma económia que, por exemplo um sistema alimentar acaba por sofrer as suas consequências e ser destruído. Seja desde a produção, colheita, processamento e transporte até ao fornecimento, comercialização e consumo, tudo levará à criação de uma insegurança alimentar. Por outro lado, o aumento de uma insegurança alimentar pode contribuir também para a existência de conflito armado. Seria, sem dúvida, essencial manter a paz no mundo para que governadores não sentissem a necessidade de recorrer a formas violentas que, de entre muitas consequências, pode levar à fome de uma população.



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