FOME

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A FOME

O problema da fome relaciona-se à impossibilidade de acesso ou compra de alimentos, ou seja, com uma questão económica que boa parte da população sofre (cerca de 1 bilhão em todo o mundo) sendo, por isso, um dos mais marcantes problemas que a humanidade enfrenta atualmente.

Organizações, médicos e especialistas afirmam que o corpo humano (salvo certas exceções) necessita de, pelo menos, 2500 calorias por dia para o seu bom funcionamento. Infelizmente, milhões de pessoas em todo o mundo não têm acesso a alimentos para satisfazer esta necessidade, pelo que existe uma quebra de nutrientes no organismo.

No entanto, esta impossibilidade de obtenção de alimento não passa só pela situação económica de cada pessoa mas pode dever-se também a situações ocorridas em determinados locais, como guerras ou pragas, o que faz com que esta falta de fornecimento se estenda pela população.
Para além disso, é notória a desigualdade desta situação ao redor do mundo. Uma vez que países menos desenvolvidos como a Somália e a República Centro-Africana não têm uma grande capacidade financeira ou política, a produção é significamente descrescente em relação a países mais desenvolvidos. No entanto, isto ocorre também nas periferias de certos paises ricos e desenvolvidos ou emergentes, como o Brasil.

O Problema da Fome em África



África é um dos contientes onde este problema se faz mais sentir. Apesar de ser uma realidade espalhada por quase todo o continente, esta encontra-se mais fortemente marcada em países como a Etiópia, Somália, Sudão, Moçambique, Malavi, Libéria ou Angola. Apesar da situação económica do continente este é, ainda, um grande produtor e exportador de produtos e alimentos agrícolas, no entanto, a população não tem acesso a muita dessa produção.

Entre as várias causas que desencadeiam a fome no continente africano estão:
• Grande parte do terreno que poderia ter como finalidade o consumo da população residente, é utilizado exclusivamente para a exportação, logo este tipo de produção não favorece o mercado interno.
• O desenfreado crescimento populacional.
• Redução da oferta de alimentos.
• O clima severo e a crescente desertificação, fazem diminuir as pastagens e as terras férteis, o que impede a obtenção rentável de produtos agrícolas.
• Os conflitos relacionados nomeadamente com a diferença de etnias, resultam em guerras civis que prejudicam a situação.


Segundo um estudo da ONU, aproximadamente 150 milhões de pessoas deste continente não conseguem obter alimento suficiente para ingerir a quantidade de calorias diárias necessárias, e por conta disso, cerca de 23 milhões estão continuamente em risco de morrer de fome ou por doenças desencadeadas pela falta de nutrientes.

Fonte: GlobalHungerIndex.org




A Pandemia de Covid-19


O mundo tem estado em constante esforço para concretizar o segundo Objetivo de Desenvolvimento Sustentável, que pretende erradicar a fome e insegurança alimentar até 2030, melhorar a nutrição e promover uma agricultura sustentável. No entanto, com o aparecimento do SARS-CoV-2 e da pandemia, esta tarefa revelou-se mais difícil de realizar pelo que, o que já não se encontrava num cenário animador, tornou-se ainda pior. Às 650 milhões de pessoas, que em 2019, passavam fome no mundo todo, juntaram-se ainda mais 118 milhões. A fome aumentou 40%.

Este problema tornou-se de tal forma acentuado que havia, inclusivé, uma estimativa de que até o final de 2021, cerca de 12 mil pessoas podessem morrer diariamente de fome associada à pandemia, significativamente mais do que os óbitos causadas pela própria covid-19.

Associado ao impacto económico da pandemia encontravam-se também outros factos, como conflitos armados em em diversas partes do mundo e a crise climática global, que fizeram com que surgisse um aumento de 40% nos preços globais dos alimentos.



A FOME EM PORTUGAL E NO MUNDO

A fome é a realidade de 811 milhões de pessoas no mundo (2020), ou seja, cerca de 811 milhões de pessoas acordam sem saber se podem vir a comer alguma coisa ao longo de todo o dia.
Mais da metade delas (418 milhões) vivem na Ásia; mais de um terço (282 milhões), na África; e uma proporção menor (60 milhões), na América Latina e no Caribe.

Em 2019, entre um quarto e um terço das crianças com menos de cinco anos (191 milhões) eram demasiado pequenas ou demasiado magras para a sua idade.

Também em 2020 a desigualdade de gênero se aprofundou: para cada 10 homens com insegurança alimentar, havia 11 mulheres com insegurança alimentar.

Um terço de todos os alimentos produzidos no mundo são deitados ao lixo.

SÃO VÁRIAS AS ORGANIZAÇÕES CRIADAS COM O OBJETIVO DE AJUDAR PESSOAS DE TODO O MUNDO QUE VIVEM NESTA SITUAÇÃO, ENTRE AS QUAIS:

Liga Nacional Contra a Fome   (aceder)
FAO (Organização para a Alimentação e Agricultura)   (aceder)
FIDA (Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola)   (aceder)
PMA (Programa Mundial de Alimentos)   (aceder)
Banco Alimentar Contra a Fome   (aceder)

ENTRE AS DIVERSAS FORMAS PELAS QUAIS PODE AJUDAR ESTAS PESSOAS ESTÃO:

Eliminar ou reduzir ao máximo o desperdício na produção, transporte, armazenamento, comercialização e consumo de alimentos.
Tornando-se Voluntário em iniciativas de intervenção.
Doando comida ou quantias em dinheiro.

Estes métodos podem ser acedidos através dos links de cada uma das organizações fornecidos na aba "ONG's ou Contactos de Referência"

MAIS DE 2,3 BILHÕES
DE PESSOAS (30% DA POPULÇÃO MUNDIAL) NÃO TINHAM ACESSO A UMA ALIMENTAÇÃO ADEQUEADA (2020)
11 MILHÕES
DE CRIANÇAS EM FOME EXTREMA
UM TERÇO
DA POPULAÇÃO AFRICANA ESTÁ SUBNUTRIDA
ONZE
PESSOAS MORREM DE FOME POR MINUTO

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